sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Calamares de Andaluzia

Não resisti ao balcão de pescados quando fui ao Bon Preu comprar detergente. Entre as pequenas montanhas de mariscos, mejillones, langostins, peixes e gambas de todos os tipos e tamanhos, meus olhos foram direto para os anéis de calamares. Branquíssimos, e a menos de 4 euros o quilo!
Nunca fiz calamares no Brasil, então achei melhor pedir ajuda a quem entende. Perguntei à balconista se era preciso cozinhá-los antes de preparar à milanesa. Ela me olhou com cara de quem não estava entendendo nada. “Cozinhar antes? Como assim?” Yo que sé? Vai que eu ponho os anéis direto na fritura e eles me quedan duros! Ela riu.
Tive que explicar o que era à milanesa. Ovo, farinha de rosca etc e tal. “Ah, sim, aqui chamamos isso de empanado.” Pois bem, então, posso fazê-los empanados sem cozinhar antes? “Sim, claro.”
Eu já estava agradecendo e saindo quando ela me veio com a receita: “Eu mesma os preparo sem ovos, só com farinha branca, à moda andaluza.” Provocação pura!
Voltei, é claro. Até porque, com essa simpatia, seguro que a moça não é catalã. Andaluza, por supuesto.
O que ela me ensinou, divido com vocês, com umas pitadas brasileiras à moda de Anamaria. É fácil e já foi testado e aprovado no almoço de hoje.
Anéis de lula à moda andaluza
- Lave os anéis de calamares, branquinhos e fresquinhos, com água fria e limão. Escorra a água e tempere com sal e limão a gosto. Reserve por uns minutos para que o tempero faça seu trabalho.
- Passe os anéis, ainda molhados de tempero, em um pouco de farinha de trigo, de forma que a farinha fique bem grudada na carne. Frite-os em óleo não muito quente até dourar. Escorra em papel toalha.
- Sirva quentinho e crocante com uma boa cerveja gelada.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Pra não dizer que aqui só tem amador...

Porque fotografar é preciso

Fotos: Anamaria Rossi
Aviso aos navegantes: não sou fotógrafa. Assim fico mais à vontade para comemorar o Dia da Fotografia de uma maneira... hum... digamos... amadora. Amadora apaixonada, amadora amante, amadora errante.
Fotografo porque sou seduzida pelo capricho com que a luz recorta a realidade.





Porque gosto de me aventurar...
Ou será que pára?

terça-feira, 18 de agosto de 2009
Procura-se corretor de imóveis na Catalunya

Incrível como é difícil encontrar um apê para alugar numa grande cidade européia!
Amanhã faz uma semana que cheguei. Todos os dias abro quatro sites especializados, seleciono pelo menos dez anúncios e improviso uma planilha com os quesitos que me interessam: bairro, preço, área privativa, número de quartos, mobília e – o mais importante – se tem janelas que se abrem para o exterior. Sim, porque aqui há apartamentos de onde se avista apenas um vão de elevador, escada ou ventilação. Juro que nunca vi isso no Brasil, mas pode ser pura desinformação minha.
De posse da planilha, inicio a ingrata peregrinação telefônica. Na verdade, quem inicia é o Pedro, meu primo querido, que vive em Barcelona há dois anos e já tem as manhas imobiliárias. Pois bem. De cada 10 números chamados, no máximo dois atendem, e quase sempre para dizer: 1) el piso ya está alquilado; 2) el agente está de vacaciones y solo vuelve en septiembre.
Resultado: em seis dias consegui visitar apenas dois pisos. No primeiro, fui recebida por uma catalana simpática e falante, de mais de 70 anos, que na verdade pretende alugar apenas os dois quartos do apartamento onde mora, sem sair dele, porque passa as noites cuidando de uma señora de 98 que mora no apartamento
Isso foi no sábado. Só hoje consegui outro piso para visitar. Ok. Acordamos cedo, eu e Ceci, a divertidíssima fotógrafa uruguaia que divide o apê com Pedro. Tomamos o metrô e vamos à luta, debaixo de um sol de rachar. Ufa! Quem nos recebe é o porteiro, um problema a menos. Subimos. Abre-se a porta. Madre mía, que decepção! Pequeno, abafado, sujo – e caríssimo! Una mierda, quase deixo escapar. Meia-volta rápido!
Só me resta flanar com Ceci pelo Passeig de Gràcia, uma espécie de Quinta Avenida de Barcelona, dividindo as calçadas com uma multidão de turistas e sem um puto para qualquer coisa além de uma promoção do McDonalds. Uma tarde e tanto!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Do bom, muito!
É claro que, no começo, só tenho olhos para o que é bom, como em qualquer paixão. Os defeitos deixo para depois, mesmo com o calor que resiste à madrugada, quando na melhor das hipóteses Barcelona está uma sauna de 28 graus.
Entonces, vamos a Gracia, um antigo pueblo que se converteu num dos bairros mais charmosos e cool da cidade. Onde busco desesperadamente un piso para alquilar (

Castelos
e Maravilhas
Algumas das ruas mais tradicionais do bairro disputam palmo a palmo o concurso de decoração. O Castelo Medieval da Calle Verdi é meu preferido, mas quem quiser pode visitar o País das Maravilhas de Alice na Calle Bruniquer, com direito a uma casa de chocolate, ou vagar em busca de algo mais divertido.
A festa é full time. Famílias durante o dia; famílias e uma multidão de malucos de todas as tribos à noite. Por dia entenda-se de nove da manhã às nove da noite, mais ou menos quando o sol se põe. Aí começa a noite, que literalmente bomba lá pela madrugada, até que os policiais comecem a “desocupar” as praças para a limpeza, convidando a se retirar os resistentes de todos os naipes.
Nem preciso dizer que amei Gracia. Nem tanto pela festa, que só rola

uma vez por ano, mas pelo clima de pueblo, ruas estreitas, passeios largos, árvores e mais árvores, biroscas ajeitadas, ateliês, pubs, prediozinhos com balcões, gente jovem reunida, mix de caras e idéias, e uma inarredável alma catalã que já me encanta, ainda que eu esteja a léguas de desvendá-la. É lá que eu quero morar! Daqui a pouco vou retomar a ronda pelas imobiliárias. Não é possível que não haja um cantinho para mim nessa graça de bairro.
domingo, 16 de agosto de 2009
Benvingut!












