domingo, 4 de outubro de 2009

Porque hoje é domingo...

... e bateu uma saudade imeeeensa dos amigos.

Gracias a la vida




Violeta Parra

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oí do que en todo su ancho
Graba noche y dia grillos y canarios
Martillos, turbinas, ladridos, chubazcos,
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo,hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con elos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montanias y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto

Gracias la vida... gracias a la vida



sábado, 3 de outubro de 2009

Pequeño regalo...

... para un hombre especial.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Fora do ar *


Aviso aos 30 fieis leitores deste blog
que a casa esta fechada ate que
a *$x-+*6#2 da Telefonica
resolva me reconectar com o mundo.


* Perdao pela falta de acentos, nao os encontrei no teclado da Karen.

domingo, 27 de setembro de 2009

Pequeno milagre da Virgen de la Mercè

Eu já não dava nada pela noite quando Angélica ligou convidando para um espetáculo de malabarismo no Parc de la Cuitadella. Grátis, ao ar livre e perto de casa. Fiesta de la Mercè. Caminhei uns 500 metros e estava lá.

Os malabaristas não foram - ainda bem! No palco montado ao ar livre quem apareceu, para nosso deleite, foi o trompetista sérvio Marko Markovic, acompanhado da orquestra do pai, Bodan Markovic, que não estava lá.

Bodan é considerado o rei do trompete sérvio, o "cigano mágico", mais conhecido no mundo ocidental depois de participar da trilha sonora de Underground - Mentiras de Guerra, de Emir Kusturica, em 1995.

Marko, esse moço aí de baixo, não deixa nada a dever ao pai. Nada mesmo. O rapaz é um escândalo no trompete, tem um suingue que não deixa ninguém parado e comanda a orquestra com a intimidade de quem nasceu e cresceu com ela. O mais intrigante foi ouvir o público catalão cantando com ele algumas das canções - em sérvio!


Desconfio que foi um daqueles pequenos-grandes milagres que a vida nos reserva, especialmente quando estamos desatentos. E para não deixar dúvida quanto a isso, a santa padroeira que cuidou do script da noite programou uma festa com queima de fogos bem ali na Barceloneta, logo atrás do palco, pipocando no céu feito um Ano Novo em Copacabana.

O show de luz fica por conta da sua imaginação, mas a música de Marko e Bodan Markovic você pode ouvir clicando aqui e aqui.

Neste vídeo, pai e filho tocam juntos, em 2008, no festival de trompete que acontece anualmente na pequena cidade de Guca, na Sérvia.



Vou dormir que aqui já é amanhã. Volto depois para contar como foi a Fiesta de la Mercè.

sábado, 26 de setembro de 2009

Porque hoje é sábado...

... e o amor continua lindo.


Aqui uma versão para cantar a dois.

¡Madriz me mata!


Por Graça Freire *

Está correto. É assim mesmo, Madri com z ao invés de d no final, como se escreve em castelhano. Com a língua entre os dentes, o z com o som de s aspirado, com castiça pronúncia madrilenha.

Dessa maneira se pronunciava e se escrevia a expressão em camisetas, postais e cartazes vendidos nos museus e bancas de jornal de Madri lá pelos anos 90. A expressão tinha (ou ainda tem?) relação direta com a agitada Madri - a movida madrileña que, por sua vez, faz referência à que Madrid no duerme.

Por si, o madrilenho tem fama de festeiro, e salir de copas é correr os bares, de balcão em balcão, ou de barra en barra, bebendo cañas e picando tapas, dispostas aos olhos do freguês atrativamente decoradas, cobradas pelo número de palitos usados, deixados sobre o prato.Em bom português, beber um chope no cristal, beliscando tira-gostos, em pé, no balcão.

Grupos de amigos, sempre com alvoroço, entram e saem dos botecos das ruas que cortam o Centro de Madri.

Ah, Madri, Madrid, Madriz...

Mas nem só de cañas, de barra en barra, de tapas y bocadillos, se podia curtir a movida madrileña.

Lembro-me que bom mesmo era beber um vermouth, (também com th dito entre dentes), jorrando de um tonel de carvalho, por uma torneira de prata, caindo em um copinho daqueles de beber pinga aqui no Brasil. Não em pé, mas sentados, a uma mesinha escura, toalha xadrez, o olhar dividido entre o mural azulejado e aquela sua inesquecível mirada, por trás das lentes que o deixavam ainda mais misterioso.

Era em Chueca, o bairro das letras, dos boêmios, dos poetas, mas também dos drogadictos largados por suas vielas. Eram as meias-manhãs de sábado, fossem frias ou quase ensolaradas.

Era a Madriz que parece, ainda, querer me matar de saudades.

* Graça Freire, 56 anos. Por profissão, bióloga e professora universitária. Por prazer e paixão, as artes-plásticas, o artesanato e a poesia. Morou e estudou em Madri de 1987 a 1991. A expressão Madriz me mata, durante esse período, lhe serviu de bordão em muitos momentos.

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Y tú que sabes?

Com esta coluna inauguramos aqui, neste modestíssimo blog, um espaço para colaborações – em texto, foto, poesia, desenho, vídeo, piada e o que mais a imaginação mandar.

Por favor, não se acanhem. Afinal, estamos na vida é para isso mesmo: compartilhar!

Idéias para anamariarossi@uol.com.br.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O postre que virou post *

Neste dia em que não fui à Fiesta de la Mercè, tenho algo especial para os 30 leitores deste modestíssimo blog: um postre. Mais que um postre, uma sobremesa estética. Em perfeita harmonia com a fartura cenográfica desta cidade loucamente colorida e criativa.

Não me perguntem como uma simples Sopa de Chocolate con Helado de Mandarina pode fazer alguém tão feliz. O fato é que meus olhinhos brilharam quando li no cardápio e rapidamente traduzi para meu universo gastronômico: Sorvete de Tangerina com Calda de Chocolate. Yes! É isso que eu quero!

Mas o melhor de tudo foi quando o postre chegou. A camarera colocou à minha frente um prato redondo inteiramente branco, a aba larguíssima decorada com sulcos em baixo relevo e um côncavo no centro quase na medida exata da bola de sorvete amarelinha que ele acomodava. O sorvete estava deitado numa espécie de pão-de-ló crocante, redondo, na medida exata da bola. O espaço existente entre esta pequena torre de delícias e a borda do prato foi delicadamente preenchido com uma calda densa de chocolate quente, mais para creme que para sopa, que a camarera deixou cair pelo biquinho da pequena jarra de porcelana branca, contornando em negro o helado amarillo.

Impossível descrever o prazer que essa arquitetura me proporcionou! Não sei se isso é coisa de gente gulosa, mas desde quando minha memória alcança sempre gostei de saborear visualmente um prato antes de saboreá-lo propriamente, se é que me entendem. Fiquei tão encantada com a estética da sobremesa que comecei a procurar uma câmera para fotografá-la. Não tinha levado a minha, é claro, mas Pedro Doria sacou seu super iPhone e resolveu o problema (gracias, Pedro!).

Foto: Pedro Doria
Não é mesmo uma belezura?

* O título é fruto da parceria Chiquinho-Angélica.